quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

      “Desejo de Bem Querer “

     Alguns passam pela vida, outros dela, apenas consome,
    Poucos são os que conseguem, nela fazer seu nome.
          Vivem para usufruir, não usufruem para viver,
         Carregam tanto da vida, que nada dela, vão ter.
  Vivem sempre sozinhos, mesmo cheios de companhia,
            Sempre comprando coisas, para sua sala vazia.
            Desejando que um dia, alguém possa compreender,

                Que isso não passa, de um desejo de bem querer.
Aprender, ensinar, fazer com que seu conhecimento não pare de andar,
Entender que tudo se aprende, e tudo se ensina,
Mas a passagem desse conhecimento não é sua escolha é sua sina,

Há se as estrelas soubessem  da sua luz,
Há se o conhecimento escolhesse quem o conduz
Na verdade em raros casos, essa escolha sim é feita,
Carregando o entendimento, com uma homogeneidade perfeita,
Trazer conhecimento, para semear com o tempo,
Não se conformar com o que foi dito, porque nem tudo está escrito,
Ensinar que  conhecimento é ouro,
 que o saber não é um mapa mas nos leva ao tesouro,
Nos empurrar para o futuro,  nos guiar para o que vem
Nos mostrar que é no escuro, que a  luz sempre vem,
Nos  lembrar que o pouco que temos, é mais do que muitos tem,
Fico feliz de está no meio, dos que á ouviram falar,
Guardando suas frazes, que nos fazem pensar,
Fico feliz em ter apreciado, um pouco do seu conhecimento,
Como uma fonte de sabedoria que abastece a todo momento,
Que seus ensinamentos se perpetuem, antes, durante e após,
E da arvore do seu conhecimento, os frutos sejamos nós,
Nos resta agradecer, quem muito amou deve ser muito amado,

Nunca esqueça disso, a nossa querida amiga Bárbara Bernardo.
O Artista do saber

Muitos aprendem para ensinar, poucos ensinam para aprender,
Porque a beleza está, no dá e no receber,
Tive a felicidade de encontrar, com um dos que pouco são,
Sua sabedoria é absolvida, como vinho e pão,
Tão perto de nós, sua mente se expande,
Anda entre os pequeninos, mesmo sendo tão grande,
Sua educação, se confunde com seu ensino,
Parece até, um coral de sino.
Tocando em continência, a todo seu saber,
Mesmo com tudo isso, nem imagina se engrandecer.
Meu mais velho novo amigo, que prazer em te falar,
Com toda felicidade, que nessas palavras há,
Não faço de mim uma voz, represento uma sala inteira,
Amigos fizeste aqui, da forma mais verdadeira,
Assim como o sonífero é retirado do ópio,
Nos faz sonhar acordado, meu amigo, Pedro Paulo Procópio.

Gerson Mello


                              “A Diferença que difere”

É intolerante pensar que a diferença mata e fere, o que na verdade há é que a diferença é que difere.
O senso comum é comum demais, a vontade de ser sempre um a mais,
Ser aceitável ser aceitado, se não for ser, apenas descartado,
Ter um pensamento produzido, ter seu pensamento reduzido, amar o amor da multidão é como não ter nome na certidão.
Se briga sem saber porque? Se arma sem saber qual luta? A história acabou, a ignorância tornou-se culta.
A diferença não tem idade, nem sexo, nem nação, ela é escolhida a dedo, pela inquietude do coração.
A diferença não é modista, nem carrega bandeira, ela apenas é vista, Por quem não tem a cegueira.
O que é então ser diferente? É ser um escolhido? é ser um indigente? A resposta está clara, está na mente da gente.
Não vamos ser, já somos, não escolher, já fomos, não poder, eu posso, é um dever, meu, seu, nosso.

Gerson Mello.